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Este blogue é um anexo do Beijós XXI.
O I Congresso de Saúde da Associação de Estudantes da Escola Superior de Saúde de Viseu (AEESSV) vai realizar-se na próxima semana a 22-23 de Abril, junto com as XXI Jornadas de Emfermagem.
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Continuação do Beijós XXI Do Prefácio: «A identidade nacional faz-se a partir da memória, mas a memória portuguesa é estranhamente selectiva. O historiador Joaquim Fernandes, neste seu livro bem documentado sobre os "portugueses esquecidos", vem lembrar-nos muitos nomes que, apesra de o merecerem, não têm conseguido passar no crivo da nossa memória colectiva. As razões serão as mais variadas. Mas talvez a mais comum seja o facto de grande parte desses notáveis se terem ausentado do seu país natal (ou permanecido ausentes do país natal de seus pais). Muitos deles perseguidos na sua própria terra foram para longe e ficaram longe na nossa memória. Outros ficaram por cá, desafiando condições difíceis, mas foi como se tivessem ido para longe. Também foram injustamente ignorados.» Da Introdução: (...) “Invocamos neste inventário – que não poderia ser definitivo, antes ilustrativo – o tríptico em que assenta o afrontamento e a incompreensão da sociedade portuguesa perante muitos criadores e pensadores da diversidade científica e cultural, das heterodoxias ideológicas e religiosas: errância, ignorância,intolerância, definem, a nosso ver, os nódulos conflituais que resulta(ra)m do cruzamento entre as minorias mais inconformistas e o corpo maioritário da nação. Pretende-se com esta divulgação histórica recuperar a memória de um longo cortejo de portugueses cuja obra, vilipendiada ou cerceada por obstáculos ideológicos vários, se diluiu nas ruínas de uma injusta amnésia colectiva. De uma forma didáctica, este espaço visa ajudar à formação de uma opinião leitora mais crítica que propicie novos espaços para a tolerância, incentive o reforço da nossa auto-estima comum e incorpore um conhecimento mais justo dos préstimos da cultura científica portuguesa para a constituição do saber universal. (...)”
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![]() | Este é o local onde Armindo Coelho de Moura foi abatido. Na manhã seguinte, era grande o corropio de lisboetas que queriam ver o local da tragédia, como se vê na foto da época, em baixo. Em 1924, a R. Serpa Pinto passaria a chamar-se R. Leva da Morte, mais tarde R. 16 de Outubro, retomando a designação de Serpa Pinto em 1937. |
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Publicada no DN a 17 de Outubro de 1918.
«Hontem à noite, pelas 21 horas, saiu do Governo Civil, com destino à estação do Cais do Sodré, uma força de 240 guardas, devidamente comandada, que ia incumbida da condução e escolta de 153 presos políticos destinados aos calabouços dos fortes do Campo Entrincheirado. Tomadas as necessárias precauções, a coluna pôs-se em marcha precedida de um pelotão, como guarda avançada, e seguida de um outro, como guarda de retaguarda. Ao voltar da Rua de Serpa Pinto para a Rua do Ferragial de Baixo, foi a força atingida por bombas e tiros, que partiram de ambos os lados do cruzamento daquelas ruas e de algumas janelas dos prédios próximos, ao mesmo tempo que alguns presos, de entre estes o visconde da Ribeira Brava, atacavam os guardas e se punham em fuga, matando um daqueles e ferindo muitos outros e os chefes comandantes da guarda avançada e da coluna que conduzia os presos.
Imediatamente uma parte da força rompeu fogo contra os grupos assaltantes e vários presos que debandaram, deixando estendidos alguns, ao mesmo tempo que os outros guardas faziam recolher ao Ginásio Clube e à garagem do Governo Civil os presos restantes.
Da polícia ficou um morto e feridos, na sua maior parte por estilhaços de bombas, os chefes Alves, Dias e Couto e 29 guardas; dos assaltantes foram mortos 6, dos quais já estão reconhecidos o visconde da Ribeira Brava e Armindo Coelho de Moura, ex-agente da investigação, e receberam ferimentos, alguns de gravidade, 31 civis.»