terça-feira, 23 de junho de 2009

Férias em Beijós - 2 (cont.)

Continuação do Beijós XXI



































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terça-feira, 19 de maio de 2009

Os cães de serviço e os cães para surdos. (cont.)

Continuação do Beijós XXI

«Lana é o único cão para surdos existente em Portugal. Desde há um ano que tem a missão especial de avisar o casal Baltazar - ambos surdos - quando toca a campainha da porta, o sinal avisador do microondas ou o alarme de incêndio. Ou, mas já por iniciativa da própria, quando há trovoada ou chega o peixeiro.
 
Ao contrário da Kuka, a Lana é irrequieta, tem um ar desafiador e só o colete mostra que é um cão de assistência. Como qualquer raça ou rafeiro pode desempenhar a função de cão para surdos, a pequena estatura desta pekinois de quatro anos funcionou como uma vantagem, pois os chamamentos de atenção são feitos com toques da pata, explica Liliana de Sousa, 55 anos, a bióloga fundadora e presidente da Ânimas. Já os cães de serviço são obrigatoriamente retriever do labrador - e quase em exclusivo os cães-guia para cegos -, dada as características da raça, como a inteligência e capacidade de aprendizagem, a afabilidade e o carácter.
 
(...) 
 
Sempre com a ajuda de Fernando Baltazar, 35 anos, como intérprete - função que exerce para o Ministério da Justiça e na televisão - essencialmente para colocar as nossas perguntas ao pai, uma vez que Armindo mantém parte da oralidade, ficamos a saber que este tem um longo percurso na Associação de Surdos do Porto e na Federação Portuguesa das Associações de Surdos e foi nesse âmbito que teve conhecimento do trabalho da Ânimas. "Às vezes as pessoas só protestam e não agem. Quis saber como era ter um cão assim treinado, até para dar o exemplo..." Na verdade não se pode dizer que a vida do casal Baltazar tenha mudado radicalmente com a nova Lana. "Mas poderia ter mudado se, como a maior parte dos não ouvintes, tivéssemos a casa toda adaptada com sinais luminosos e não apenas uma lâmpada na cozinha que avisa quando a campainha da porta toca...", defende Armindo Baltazar.
 
Há dez anos, era entregue o primeiro cão-guia para cegos. Hoje, a Escola de Cães-Guia para Cegos de Mortágua (da já referida ABAADV) já entregou mais de 70 cães e não tem mãos a medir, como explica o seu presidente, João Fonseca, 46 anos, veterinário e autarca. Mas os três educadores da escola só têm capacidade para preparar 12 cães por ano, com um custo estimado de 17.500 euros cada, mas entregue gratuitamente ao utilizador. O subsídio da Segurança Social por cada dupla cego/ cão-guia formada "representa apenas 65% dos custos totais da escola". Enquanto a Ânimas lamenta a falta de conhecimento por parte dos potenciais beneficiários dos seus cães, aqui é a lista de espera que aumenta.
(...) 
"Muita coisa mudou nestes dez anos. Hoje as pessoas já sabem o que é um cão-guia e conhecem melhor os seus direitos", diz Augusto Hortas, desfiando histórias antigas de barramentos em restaurantes e recusa de transporte em táxis. A identificação dos prevaricadores pelas autoridades é o conselho que aprendeu à custa de ter perdido um processo contra o proprietário e motorista de um táxi que não o deixou o entrar, na altura ainda com Camila - a primeira cadela
que se tornou nos seus olhos, expressão que usa com orgulho. Feito o estágio de adaptação (uma semana em Mortágua, outra em Vila Franca de Xira, onde reside, e sempre com a presença do educador), começou o dia-a-dia de Augusto com Camila, ela a levá-lo com segurança, de casa até ao comboio para Alverca, da estação para o Instituto do Emprego e Formação Profissional, onde trabalha como técnico superior, o inverso ao final do dia. "É estar sempre acompanhado por um
amigo, a conversar... Em troca, estes cães apenas pedem comida e carinho."
 
A autonomia foi tal que deixou a bengala praticamente de lado, "mais do que devia". Quando Camila foi operada devido a uma ruptura de ligamentos e não o podia acompanhar, Augusto sentiu-se perdido: "Foi como voltar ao princípio, a reconhecer os caminhos e pontos de referência. Aprendi que a bengala é um objecto inerte mas útil, e desde então voltei a usá-la mais". Camila nunca recuperou devidamente e Lua veio substituí-la nas tarefas. Mas Augusto pensou em andar com as duas, para que Camila não se sentisse preterida. Em vão: as cadelas disputavam o direito a ir do lado esquerdo (o lugar que lhes compete como guia); aconselhado pelo educador Vítor Costa a levar ambas do lado esquerdo, lutavam pela posição junto à perna de Augusto... "A Camila tinha atitudes irreconhecíveis", recorda Augusto. Eram, afinal, já sintoma da doença maligna que a vitimou ao fim de sete anos e alguns meses a guiá-lo. "Foi o maior desgosto da minha vida". A confissão dolorosa é sublinhada pelo humedecer dos olhos. Augusto faz questão de frisar que apesar de ter sido enorme o desgosto que sentiu quando um médico lhe assegurou que ia ser cego toda a vida, foi maior o da perda da labradora. "Foi a perda de um familiar muito, muito próximo. Ela substituía realmente os meus olhos."
 
Os cães de assistência têm de ter prazer naquilo que fazem. Este é um dos segredos dos educadores, assim chamados nestas duas associações após a formação feita no estrangeiro, porque, salientam, treinadores há muitos, educadores muito poucos. "Eles vão passar o resto da vida a servir alguém", frisa Sabina Teixeira, 38 anos, da Escola de Cães-Guia para Cegos. Todos os dias, ela e Marta Ferreira, 32 anos, levam os "seus" cães para uma cidade vizinha para simularem, até no andar, o que significa guiar um cego, a missão que irão ter nos próximos oito, dez anos. Um treino técnico que não começa antes dos 12 meses e acontece após uma fase de socialização dos cães em famílias de acolhimento. Depois, durante cerca de um ano, educador e educando viverão diariamente a batalha pelas competências especiais, estabelecendo relações fortes e desejáveis porque, como diz Liliana de Sousa, "os cães não são robôs".
 
António Neves, 49 anos, um dos educadores da Ânimas e que faz igualmente voluntariado como técnico de actividades assistidas por animais na Associação Portuguesa de de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente, em Vila Real, sintetiza estes laços únicos: "Quando entregamos um cão é a chorar. Quem o recebe é também a chorar".»

Fonte: Expresso

Notícia enviada por: Francisco

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Espargos


Ver o post principal no Beijós XXI.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Escola de Saúde de Viseu em Congresso, 22-23 Abril

O I Congresso de Saúde da Associação de Estudantes da Escola Superior de Saúde de Viseu (AEESSV) vai realizar-se na próxima semana a 22-23 de Abril, junto com as XXI Jornadas de Emfermagem.


Serão debatidos os seguintes temas:

. Enfermagem e as Terapias Complementares
. Luto Infanto-Juvenil
. Os Profissionais de Saúde e a Abordagem à Vítima
. A Família e o Doente Oncológico
A ESSV oferece o Curso de Licenciatura em Enfermagem e cursos de pós-graduação, dando continuidade à tradição do ensino de enfermagem em Viseu que data desde 1974.

A Escola Superior de Saúde integra o Instituto Politécnico de Viseu que presta um grande serviço a toda a região.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Caminheiros da Primavera - ACDB (Cont.)

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

20 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual.

Continuação do Beijós XXI


«11. usar fio dentário e não mastigar chicletes. Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder um ataque do coração. Usar fio dentário pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

12. rir - Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o stress e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.

13. não descascar com antecipação. Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o cancro.

14. ligar para os seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afectivo com os seus entes queridos, particularmente com a mãe desenvolvem tensão alta, alcoolismo ou doenças cardíaca precocemente.

15. desfrutar de uma chávena de chá. O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma chávena diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias.

16. ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de stress e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os animais fazem com se sinta mais optimista relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado.

17. colocar tomate ou verdura frescas na sanduíche. Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School.

18. reorganizar o frigorífico. As verduras em qualquer lugar do seu frigorífico perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o cancro que todos os vegetais têm. Por isso é melhor usar a área reservada a ela, aquela caixa bem em baixo.

19. comer como um passarinho. A semente de girassol as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

20. e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:

- comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida, o amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.

- pensar positivamente. Pessoas optimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais facilmente.

- ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contacto com a família.

- conhecer-se a si mesmo. Os verdadeiros crentes e aqueles que dão prioridade ao 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo.

Uma vez interiorizados, os conselhos, facilmente se tornam hábitos... É exactamente o que diz uma certa frase de Sêneca:'
'Escolha a melhor forma de viver e o hábito torna-la-á agradável'!»



Fonte: APD - S. Miguel

Notícia enviado por Francisco


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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"Os Portugueses Esquecidos" (cont.)

Continuação do Beijós XXI

Do Prefácio:

«A identidade nacional faz-se a partir da memória, mas a memória portuguesa é estranhamente selectiva. O historiador Joaquim Fernandes, neste seu livro bem documentado sobre os "portugueses esquecidos", vem lembrar-nos muitos nomes que, apesra de o merecerem, não têm conseguido passar no crivo da nossa memória colectiva. As razões serão as mais variadas. Mas talvez a mais comum seja o facto de grande parte desses notáveis se terem ausentado do seu país natal (ou permanecido ausentes do país natal de seus pais). Muitos deles perseguidos na sua própria terra foram para longe e ficaram longe na nossa memória. Outros ficaram por cá, desafiando condições difíceis, mas foi como se tivessem ido para longe. Também foram injustamente ignorados.»

Da Introdução: (...)

“Invocamos neste inventário – que não poderia ser definitivo, antes ilustrativo – o tríptico em que assenta o afrontamento e a incompreensão da sociedade portuguesa perante muitos criadores e pensadores da diversidade científica e cultural, das heterodoxias ideológicas e religiosas: errância, ignorância,intolerância, definem, a nosso ver, os nódulos conflituais que resulta(ra)m do cruzamento entre as minorias mais inconformistas e o corpo maioritário da nação.

Pretende-se com esta divulgação histórica recuperar a memória de um longo cortejo de portugueses cuja obra, vilipendiada ou cerceada por obstáculos ideológicos vários, se diluiu nas ruínas de uma injusta amnésia colectiva. De uma forma didáctica, este espaço visa ajudar à formação de uma opinião leitora mais crítica que propicie novos espaços para a tolerância, incentive o reforço da nossa auto-estima comum e incorpore um conhecimento mais justo dos préstimos da cultura científica portuguesa para a constituição do saber universal. (...)”

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

S. Martinho, castanhas e vinho (cont.)

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sábado, 1 de novembro de 2008

1 de Novembro - Dia de Todos os Santos (Cont.)

Continuação do Beijós XXI








Sexta-feira, 31 de Outubro, prepara-se o cemitério, lava-se, arranja-se, colocam-se flores naturais em jarras com água.










Pétalas de flores naturais, dão beleza à homenagem que se prepara...











dia 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos, na parte da manhã, ultimam-se os preparativos, colocam-se as velas que hão-de arder até ao dia seguinte...






















Os crentes seguem a Cruz e o Pároco em Romagem da Igreja ao Cemitério de Beijós que dista cerca de 200 metros.























































































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